A Copa do Mundo: seus custos e benefícios

Como todos nós sabemos, a Copa do Mundo de 2014 será disputada aqui no Brasil. Serão 14 sedes com modernos estádios que receberão turistas de todo o mundo (Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Belém, Campo Grande,  Cuiabá, Manaus, Curitiba, Porto Alegre e Rio Branco. Mas e quanto à economia, vale a pena? Quanto será gasto com todas as reformas? Não seria melhor se esse fosse gasto em infraestrutura e na educação? Veremos a seguir.

Logo oficial da Copa de 2014
Logo oficial da Copa do Mundo de 2014

Com relação aos gastos, há uma estimativa em mais ou menos US$ 5 bilhões, aproximadamente R$ 11 bilhões, a priori. Serão gastos R$ 8,5 bilhões em infraestrutura (aeroportos, avenidas, estradas e transporte público), R$ 2 bilhões na reforma e construção de estádios e R$ 700 milhões em instalações da FIFA (que não gastos brasileiros) e mais alguns gastos de emergência. Será que vale a pena ou não, depende do ponto de vista de cada cidadão.

Mas eu tenho uma pergunta, vocês se lembram do Pan de 2007? Escândalos de superfaturamento marcaram o pós Pan, onde só a construção de centros esportivos teve um excesso de gastos de quase R$ 3 bilhões. Para termos uma noção do quanto  foi superfaturado, vejam alguns exemplos:

I – instalação de um ar condicionado custou R$ 45.942,00;                                                   II – a colocação de uma simples cortina custou R$ 876.262,40;                                            III – colocação de um espelho, R$ 142.026,04;                                                                       IV- a montagem de uma cadeira, absurdos R$ 390.694,34.                                         Somando, temos um total de R$ 2.740.402,54. Podem esperar a CPI da Copa…

E se esse dinheiro fosse empregado em reformas no Brasil? Seriam ótimos investimentos. Vejam alguns exemplos de investimentos como todo este dinheiro que será gasto na Copa: com R$ 2,1 bilhões, o Governo poderia levar água tratada a 2,2 milhões de casas e coleta de lixo a 2,1 milhões, diminuindo em 20% o problema do saneamento no país; investindo R$ 1,4 bilhões na educação, seria possível ensinar 600 mil jovens e adultos a ler e escrever, o que representa 4% a menos de analfabetos no país; com R$ 700 milhões gastos na saúde, o programa Saúde da Família seria oferecido a mais 2 milhões de pessoas, quase a população do Recife inteiro.

Como sempre, tudo sempre tem um lado bom. A Copa do Mundo é um evento extraordinário, pois além dos empregos gerados nas reformas físicas, haverá um grande fluxo de turistas. Como mostram alguns pesquisadores, o setor de construção deve ser o mais beneficiado com a Copa (40% de crescimento), seguido pelo Turismo (30%). Relembrando a Copa da África do Sul, os empregos aumentaram 18%, o consumo aumentou 55% e as vendas 7,4%. Será muito bom para a nossa economia, se tudo for bem feito.

Portanto, é necessário que haja uma boa gestão de todo o dinheiro que será gasto na nossa Copa para que não aconteça o que houve no Pan de 2007. Que os políticos lembrem que a Copa pode ser a porta de entrada de investimentos estrangeiros, pois com um evento bem feito, empresários se sentirão incentivados a investir o seu dinheiro aqui no Brasil.

Por Caíque Melo

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