Otimismo demasiado

Olá leitores. Para ter uma noção de como vão ser os resultados do PIB da nossa economia em 2013, vamos acompanhar como se comportaram as previsões para o crescimento do Brasil no ano que passou. Com uma previsão anual inicial de 4,5%, divulgada em Janeiro, o Ministério da Fazenda se mostrou muito otimista com relação aos inexpressivos resultados alcançados em 2011. A questão é que tal previsão está muito acima da esperada pelo Banco Central, que aguarda uma taxa de crescimento de aproximadamente 3,5%. Já os analistas do mercado financeiro mantém os pés no chão e esperavam uma taxa de 3,1%. Lembrando que isso ocorreu no início do ano.

Preocupação da Presidenta com as constantes quedas na expectativa do crescimento brasileiro em 2012.
Preocupação da Presidenta com as constantes quedas na expectativa do crescimento brasileiro em 2012.

Já em Junho do ano passado, o Banco Central informou que a sua previsão para o crescimento em 2012 havia recuado de 3,5% para 2,5%, uma redução considerável na taxa esperada. A previsão do Ministério da Fazenda ficara em 4%, ante os 4,5% iniciais. Percebendo as constantes quedas nas expectativas, o ministro Guido Mantega garantiu que em 2012 o crescimento brasileiro seria de pelo menos 2,5%, contra uma taxa de 2,18% esperada pelos economistas do mercado financeiro.

Com a alta depreciação das expectativas, o Governo Federal instituiu algumas medidas para impulsionar a economia nacional e nos proteger dos efeitos da crise financeira internacional, pelo menos para conseguir manter a meta de 4% estabelecida no meio do ano. Entre as medidas tomadas, estão a redução do IPI para linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar) e automóveis, além do corte do IOF sobre os empréstimos para as pessoas físicas.
2012 se passou e as previsões continuaram a cair. Em Dezembro, o Banco Central informou por meio do seu relatório trimestral que a sua previsão caiu para apenas 1%. Como ocorreu durante todo o ano, a previsão do Ministério da Fazenda sempre esteve acima das metas estabelecidas pelo BC, fechando 2012 em 2%. Para os analistas de mercado, a previsão de crescimento do PIB em 2012 deve ficar em torno de 0,98%.

Mas como ficou a previsão para a inflação brasileira em 2012? Ao contrário do que ocorreu com o PIB, as expectativas se mantiveram inicialmente, mas aumentaram próximo ao final do ano. Lembrando que o Banco Central toma por base o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), vamos observar como a previsão do mesmo se comportou durante 2012.

Em Janeiro passado, a meta da inflação era de 4,5%, com uma tolerância de 2% para mais ou para menos. Dessa forma, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.
Em Dezembro, os analistas acreditam que a taxa medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tenha chegado a 5,71%, diferentemente dos 5,2% previstos pelo do Ministério da Fazenda, uma variação alta em relação à expectativa inicial de 4,5%.

E para 2013, quais são as previsões? Para o crescimento do PIB, a previsão do Ministério da Fazenda é de 3,40% de alta, e para a inflação, a previsão é de 5%. Será?

Por Caíque Melo

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