Obstáculos no desenvolvimento do Brasil

A Federação das Indústrias de São Paulo comparou indicadores de transporte do Brasil com o de países que são referência para o mundo todo. A conclusão do estudo é que em 10 anos a eficiência da nossa infraestrutura não avançou.

A péssima situação das rodovias brasileiras reduz a competitividade dos nossos produtos
A péssima situação das rodovias brasileiras reduz a competitividade dos nossos produtos

Como sabemos, as distâncias aqui no Brasil são enormes, mas com a atual situação do sistema de transportes, tal situação piora. Para termos uma noção, uma carga que sai de Rio Branco, no Acre, e vai para Manaus, no Amazonas, demora em média 20 dias para chegar ao seu destino. Com esta  considerável pequena distância, o caminhão com a carga sai do Acre, é transportada por meio de balsas e depois percorre um trajeto fluvial até Manaus. Podemos citar o transporte aéreo, mas este se torna inviável, já que tem um custo 20 vezes maior que o transporte atualmente utilizado.

Na pesquisa, a Federação das Indústrias de São Paulo comparou 18 itens referentes a 2010. Foi visto que alguns países não demoram nem 6 horas pra liberar cargas em aeroportos. No Brasil a espera passa de 60 horas. Ter 100% da malha rodoviária pavimentada é o básico em alguns países, mas o nosso país só tem 19%, segundo o levantamento.

No transporte ferroviário, o frete por mil toneladas no exterior custa menos de US$5, aqui o mesmo custa US$74. Nos portos, exportar um contêiner de mercadorias custa US$621 nos países mais baratos, mas custa quase US$1.800 aqui no Brasil.

Composição da matriz de transportes no Brasil
Composição da matriz de transportes no Brasil

Nas rodovias, onde anda a maior parte da economia brasileira, a frota cada vez maior afunila o trânsito, portos e aeroportos estão saturados e o potencial dos nossos rios continua pouco explorado. No fim das contas, quando o assunto é transporte, o Brasil não está saindo do lugar.

Entre 2000 e 2010, o desempenho dos principais meios de transporte no Brasil sempre ficou em 1/3 do que é alcançado nos melhores sistemas do mundo. Segundo Paulo Skaf, presidente da Fiesp, “na hora de nós vendermos o nosso produto lá fora e na hora de nós competirmos aqui dentro com o produto importado, o nosso produto sai perdendo, e se o nosso produto perde, a nossa geração de empregos e o crescimento do país saem perdendo também.”

O problema da malha de transportes brasileira já é bastante conhecido pelos órgãos responsáveis, que justificam afirmando que os problemas se devem aos poucos investimentos nos últimos 30 anos, e que em Novembro do ano passado o governo lançou um programa de R$150 bi para serem aplicados em logística nos próximos 5 anos.

Por Caíque Melo

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